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Ensaios, resenhas e entrevistas sobre os diversos aspectos da cultura pop. Por Alexandre Mandarino

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Alexandre de Jarém Mandarino é escritor, jornalista e tradutor. Abandonou o mundo das redações, onde viveu por 15 anos, para se dedicar (quase) exclusivamente a escrever o que mais gosta: ficção. Além disso, escreve ocasionais ensaios e resenhas, cria breakbeats com seu projeto de música eletrônica Chip Totec, fotografa mundos arquitetonicamente solitários e se mete a fazer coisas ligadas a sound art, games, ambient, vídeo e o que mais possibilitar opções estético-narrativas.

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    Sexta-feira
    08Jan2010

    Involução

    Essa página do blog do Nicholas Carr, que escreveu livros falando sobre Google, Twitter e seus efeitos sobre nossa (perda de) memória e (falta de) cognição resume bem os nossos problemas modernos.

    A Internet deu uma guinada de 180° e de raver otimista nos anos 90 virou aiatolá tatibitati nos anos 10.

    (E esse post minúsculo é uma amostra disso, não tão ironicamente. Em breve, mais e maiores posts de verdade).

    Terça-feira
    27Out2009

    Esculturas eletromecânicas de som

    Segunda-feira
    26Out2009

    Finch, por Murder By Death

    O livro Finch, do ótimo Jeff VanderMeer, ganhou uma trilha sonora a cargo da banda Murder By Death. Uma tela onírica repleta de pós-rock e cordas, que reflete e complementa o clima do romance. "Jeff nos procurou para que fizéssemos a trilha sonora que viria com a edição limitada de seu livro e achamos que era uma idéia tão estranha que tínhamos que aceitar. O livro nos lembra Blade Runner - mas com vilões com cara de esporos", diz a banda em seu site.

     

    <a href="http://murderbydeath.bandcamp.com/album/instrumental-soundtrack-to-the-book-finch">Finch's Theme by Murder By Death</a>

    Quinta-feira
    16Jul2009

    Arte Sonora

    Acontece amanhã (sexta-feira) o evento Arte Sonora, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É a minha estréia no mundo da Sound Art, através do trabalho As Três Torres, que mistura texto literário e sons, que se interrelacionam e completam para gerar um mundo fantástico. A exposição conta ainda com trabalhos de Leandra Lambert (que além de expôr seus objetos sonoros se apresentará à frente dos projetos Voz Del Fuego e Dziga Vertov), Vivian Caccuri, Joana Bergman e vários outros. Vejam abaixo o flyer, o programa e o release.

    Apareçam lá, a entrada é gratuita e o evento começará às 17h (com os shows a partir das 21h).

     

     

    ARTE SONORA

    Happening no Parque Lage

    Na próxima sexta-feira, dia 17 de Julho, das 16h às 23h, acontecerá na Escola de Artes Visuais do Parque Lage a exposição ARTE SONORA, como resultado do workshop organizado pelos artistas Franz Manata e Saulo Laudares.

    De caráter pioneiro, na escola e no Brasil, o curso possibilitou uma visada sobre a construção do pensamento e da produção sonora no Século XX. Apesar de ser um fenômeno recente, pois se insere definitivamente como um campo sensível da arte contemporânea a partir dos anos 1990, a arte sonora foi abordada dos seus primórdios com os Futuristas e Dadaístas, passando pelo desenvolvimento da tecnologia como suporte para criação, abordando o legado da música eletroacústica e suas reverberações nas produções conceituais do pós-guerra, até chegar à relação desenvolvida entre arte e música no Brasil.

    “Estávamos interessados em organizar, sistematizar e disponibilizar nossas fontes de pesquisa que acumulamos ao longo dos últimos 10 anos”.

    A abordagem dos encontros teve um caráter interativo e multimídia – os artistas apresentavam textos, imagens, áudio e vídeo em um ambiente “imersivo capitaneado pela música”.  Segundo os autores: “esse curso só poderia acontecer, em sua integralidade, no contexto atual da Era da Economia da Informação com as ferramentas dos sites de compartilhamento e busca de áudio e vídeo”.

    A idéia central do workshop era propiciar um ambiente para o desenvolvimento dos trabalhos dos artistas a partir das informações fornecidas e, ao final dos encontros, apresentar a produção. “Nossa grata surpresa foi o perceber o envolvimento do grupo e a construção consistente de cada poética”.

    A mostra, que tem o caráter de um happening - uma exposição de um dia - traz objetos sonoros, instalações, performances, dj sets e shows de música experimental e eletrônica que evocam o universo criativo e comportamental em que as obras foram produzidas.

    A exposição conta com apoio do NAT (Núcleo de Arte e Tecnologia) e da Direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, mas só foi possível graças ao envolvimento de todos os artistas participantes.

     

     

    Artistas, descrição dos trabalhos e roteiro

     

    OBJETOS SONOROS

    Das 16h às 23h

     

    Alexandre Mandarino | As Três Torres

    Fragmentos de texto são traduzidos por peças sonoras, em uma junção entre a vontade literária e o som, o storytelling e a ambientação sonora, compondo uma arquitetura não-visual, mas exploratória.

    Leandra Lambert | A Caixa Vermelha + O Livro da Vida + ATENÇÃO: silêncio.

    Nos três objetos os sons são produzidos apenas com participação, entrega, cumplicidade. Sons que habitam a imaginação, a memória, o afeto.

    Lucas Leuzinger | Som Lugar

    Um grande balão de festa pendurado emite, em tempo real, os sons coletados no próprio evento em que está exposto. Através de um receptor que fica com o artista, o objeto grava e ressoa os outros trabalhos, ruídos ambientes e depoimentos dos artistas, curadores e público, concentrando em um único ponto a vibração do acontecimento.

     

    INSTALAÇÕES SONORAS

    Das 16h às 23h

    Amanda Bolsas | Sem-título

    O ambiente - um sofá em um Bistrô – é o cenário de uma discussão entre um casal. O expectador (sentado no mesmo sofá) é surpreendido quando se vê, involuntariamente, participando de um diálogo.

    Joana Bergman | Espelho

    A artista ocupa a antiga sala de banho da cantora lírica Gabriela Besanzoni com uma composição que indaga sobre o lugar da arte na vida de ambas as mulheres.

    Pedro Victor Brandão | Alicerce Infiltrado #1

     

    É uma peça molhada de sinalização sonora. O canto direito da fachada da escola será molhado e sonorizado incidentalmente. A trilha é composta da colagem de um gotejamento e uma faixa oscilante de ruído rosa. O trabalho sinaliza, utopicamente, um abrigo institucional exposto a um contexto não muito consistente.

    Rebeca Rasel | Vertigo

    Na insistência dos passos e das palavras, VERTIGO é um corpo que (re)cai em si mesmo. Nesta pequena narrativa, não há porquês de fuga: vemos um corpo (projetado e qualquer) a percorrer uma escada. O vídeo em loop, assim como os devaneios e(m) falas da personagem, são índices (ou talvez vícios) de uma rotina de/em si mesmo (“partir lembrar continuar”).

     

    Participação: Márcia Abreu

     

    PERFORMANCE

    Às 20h

    Vivian Caccuri | Dupla Incorporação Oral

    Às 20h

    Vivian transita com sua voz entre duas identidades aparentemente opostas: a feminina e a masculina. Dois microfones, um com filtros de voz feminina e outro com filtros de voz masculina, servem como ferramentas para a performer criar uma espécie de diálogo esquizofrênico com ela mesma. Para compor esse auto-bate-papo, em vez de escrever um “belo” questionamento filosófico sobre os sexos, a artista preferiu extrair falas entre atores e atrizes de filmes pornôs nacionais.

    SHOWS

    Leandra Lambert | Voz del Fuego e Dziga Vertov

    Das 21h30 às 22h30

    2 shows com improvisos e bases eletrônicas, voz processada, guitarra e intervenções sonoras na água da piscina. Duração: 30 minutos cada.

    Participações: Louise Simões e Flávia Goo

    http://www.myspace.com/vozdelfuego
    http://www.myspace.com/ddzigavertov

    Pedro Victor Brandão | Jam Sem Título

    Das 16h às 20h

    Propõe criação sonora analógica, orgânica e fruitiva numa era de edições, apropriações e digitalismos. Músicos profissionais e amadores se apresentam sem ensaio e nenhum recurso formal exagerado. O compartilhamento de instrumentos e sabedorias musicais de diferentes estilos, misturadas excentricamente à beira da piscina da escola bem como a própria montagem serão expostos ao público como parte da performance. É permitida a participação de todos.

    Músicos (base): Bruno Macchiute, Gustavo Daou, Pedro Antonio Bomfim, Pedro Victor Brandão, Pedro Carneiro e Rodrigo Ajooz.

    DJ SETs

    Manu | Salvo fui, salvo sou e salvo serei!

    Das 20h 30às 21h

    DJ Set de musicas colocadas em trilhas diferentes que, em alguns momentos, são tocadas juntas, podendo sincar ou não.

     

    Pedro Pagy | Pagy files

    Das 22h30 às 23h

     

    Apresentação do projeto de música eletrônica do artista.

    Sobre os professores

    Franz Manata, artista, curador independente e professor e Saulo Laudares, artista, DJ e produtor de música eletrônica, vêm desenvolvendo trabalhos, juntos e individualmente, investigando diferentes mídias e áreas do pensamento; com apresentações no Brasil e no exterior.

    O duo desenvolve, desde 1996, o projeto SoundSystem que nasce do universo do comportamento e da cultura da música eletrônica e é composto por trabalhos de imersão, instalações, objetos sonoros, ações, intervenções e workshops.

    Serviço

    ARTE SONORA acontecerá no dia 17 de Julho, sexta-feira, das 16h às 23h. A Escola de Artes Visuais do Parque Lage fica na Rua Jardim Botânico, 414 - Rio de Janeiro, tel. +55 (21) 32571800 fax: +55 21 32571822.

    Entrada Gratuita

    Proposição e Coordenação: Franz Manata e Saulo Laudares

    Apoio: NAT e Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

    Artistas Participantes: Alexandre Mandarino, Amanda Bolsas, Joana Bergman, Leandra Lambert, Lucas Leuzinger, Manu, Pedro Pagy, Pedro Victor Brandão, Rebeca Rasel, Vivian Caccuri.

    Sinopse:

    A exposição reúne dez artistas participantes do workshop ARTE SONORA ministrado pelos artistas Franz Manata e Saulo Laudares durante o período de 23 de Maio a 11 de Julho de 2009 na Escola de Artes Visuais do Parque lage e é composta por objetos sonoros, instalações, performances, dj sets e shows de música eletrônica e experimental.

    Local: Escola de Artes Visuais do Parque Lage dia 17/07/09

    Horário: Sexta-feira, das 16h às 23h.

     

    Escola de Artes Visuais do Parque Lage

    Rua Jardim Botânico, 414 - Rio de Janeiro, RJ

    Tel. +55 (21) 32571800 fax: +55 21 32571822.

    Quarta-feira
    13Mai2009

    Asteroids

    liftbutton

    Sensacional.

    Via GamOvr

    Quarta-feira
    13Mai2009

    Tacit

    Lucy McLauchlan e o Beat13 reuniram diversos tipos de detritos urbanos, como fitas VHS e outras traquitanas, e criaram uma instalação na Walsall Art Gallery, na Inglaterra, em dezembro último. O vídeo acima foi feito para retratar este trabalho e a música foi criada usando samples de piano tratados e um rádio quebrado alterado via circuit bending.

    Via Wooster Collective.

    Segunda-feira
    27Abr2009

    Pixel morto no Google Earth

    deadpixelearth

    Helmut Smits criou nesta instalação um “pixel morto” no Google Earth. Para isso, Smits queimou no chão um quadrado de 82 x 82 cm, que é o tamanho de um pixel visto a uma altura de 1 km.

    Um “pixel morto” é o nome dado aqueles defeitos que acometem  principalmente os monitores de LCD.

    Segunda-feira
    27Abr2009

    Programa decifra linguagem perdida milenar

    Uma rotina de inteligência artificial desvendou segredos que desafiavam arquelogistas há várias décadas. A análise computacional afirma que símbolos com mais de 4 mil anos de idade usados no Vale do Indo representam uma linguagem falada. Linguistas até então achavam que os símbolos eram apenas ilustrações. A escrita do Indo foi utilizada entre 2.600 e 1.900 a.C. na área que hoje compreende o leste do paquistão e o noroeste da Índia. 

    Para decifrar o código da linguagem perdida, Rajesh Rao, da Universidade de Washington, alimentou o computador com quatro línguas faladas: sumério antigo, sânscrito, tamil (língua indiana arcaica) e inglês moderno. Ao sistema também foram fornecidas amostras de quatro sistemas comunicacionais não-falados: DNA humano, a linguagem de computador Fortran, sequências de proteínas de bactérias e uma linguagem artificial. O programa então calculou o nível de ordem existente em cada linguagem; as não-faladas eram altamente ordenadas ou totalmente caóticas. As linguagens faladas ficavam em um meio termo.

    Via BLDG BLOG.

    Segunda-feira
    20Abr2009

    Morre escritor J. G. Ballard

    O autor britânico J. G. Ballard morreu na manhã deste domingo, dia 19 de abril, aos 78 anos. Sofrendo de câncer de próstata, Ballard, de acordo com sua empresária, havia “passado muitos anos doente”. Autor de O Império do Sol e Crash, era autor apreciado por figuras como Alan Moore e Ian Curtis – este o apontava como seu escritor favorito e batizou uma das músicas do Joy Division, Atrocity Exhibition, a partir do nome de um dos livros do britânico.

    Filho de um executivo, James Graham Ballard nasceu em Shanghai, na China, em 15 de novembro de 1930 e escreveu dezenas de contos e 15 romances. Seu último foi O Reino do Aamanhã, de 2006.  Integrante da chamada New Wave da ficção científica, Ballard se caracterizava pelo gosto por futuros distópicos e ambientes opressivos, em uma crítica à desumanização e fetichização da sociedade.

    Sexta-feira
    17Abr2009

    Criadores do Pirate Bay considerados culpados

    PIRATE BAY RÄTTEGÅNG

    Em um péssimo desdobramento dos abutres do entretenimento contra os quatro suecos criadores do site de torrents The Pirate Bay, o quarteto foi considerado culpado por cumplicidade no ato de infringir copyrights. A decisão veio hoje, de uma corte sueca em Estocolmo. Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundström foram condenados a um ano de prisão cada um e a pagar uma multa de 30 milhões de kronor (3 milhões e meio de dólares) em danos.

    Em uma atitude pouco usual, o juiz deu uma coletiva após a sentença ser proferida. Perguntado sobre se a mesma lógica de disponibilizar buscas sobre torrents se aplicaria a sites como o Google, ele desconversou: “Examinamos as condições neste caso apenas”.

    Fundado em 2003, o Pirate Bay fornece acesso a arquivos de torrent que permitem o download em sites de terceiros (não no Pirate Bay) de arquivos de música, vídeo, software, eBooks e games, entre outros artefatos, através da tecnologia de bitTorrents. Nenhum do material podia ser encontrado no site ou nos servidores do próprio Pirate Bay. O site possui cerca de 200 milhões de usuários em todo o mundo.

    Incapaz de conter sua frustração, o advogado de defesa do grupo, Per Samuelson, disse após a sentença, a respeito do juiz afirmar que o Pirate Bay nada mais era que uma operação comercial altamente lucrativa:

    “O velho bastardo está maluco. O poder e o establishment, todos apontaram seus dedos para um grupo de jovens rebeldes que descobriram uma nova tecnologia e disseram que eles deveriam ser condenados. Vão pagar uma multa milionária e talvez encarem um ano de prisão por terem fornecido uma conexão de Internet. É incompreensível para eles”.

    Como o Pirate Bay deve apelar da sentença, o caso provavelmente seguirá para a Suprema Corte da Suécia e talvez ainda para a Corte Européia de Justiça. De qualquer forma, muitos anos se passarão antes de uma sentença definitiva. O irônico é que esta decisão deve acontecer em uma época em que a tecnologia de torrents já terá sido substituída por formas mais sofisticadas – e talvez “oficiais” – de compartilhamento de arquivos na rede.