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Como transformar qualquer thrillerzinho em uma obra-prima de Alfred Hitchcock. Muito legal.
E confiram aqui o roteiro escrito pelo próprio Grant Morrison para a possível adaptação de We3 para o cinema. Ainda não li, mas tem gente dizendo que o script é ainda melhor que o quadrinho. Que, claro, é uma das maiores obras-primas na longa lista de obras-primas de Morrison.
O site dadaísta Ubu.com simplesmente disponibilizou para download os filmes cut-up de William Burroughs. Sensacional. Os filmes foram feitos por Burroughs de forma experimental entre 1963 e 1972, usando de maneira cinética sua famosa técnica de colagem.
Alguns anos atrás e você teria que arrumar drogas para algum amigo seu que fosse comissário de bordo e fosse amante de alguma secretária do acervo do Guggenheim para conseguir isso. Hoje tá aí, na Internet.
Alguns anos atrás e todo mundo iria querer ver isso. Hoje tá aí, na Internet.
Um brinde a William Burroughs, criador de termos como "heavy metal", "interzona" e "nova express"; e um brinde a Joan Burroughs.
Não estou muito animado com a adaptação de V de Vingança pelos irmãos Wachowsky, porque não achei os trailers lançados até agora muito promissores. Mas as primeiras reviews estão chegando à Internet e parecem surpreendentemente favoráveis. Já vi gente dizendo que V for Vendetta é "o filme mais anti-establishment" que a pessoa já viu na vida (e li isso num site mantido por um libertário/anarquista). Desta vez foi o (muito bom) roteirista de quadrinhos Will Pfeifer (Catwoman) que gostou do filme. Leiam a opinião dele aqui, com possíveis spoilers. Parece que mantiveram mais coisa do quadrinho do que eu pensei que fariam.
Todas as aparições de Alfred Hitchcock em seus filmes, com fotos indicativas das cenas.
Os caras da Forbes calculam quanto custa ser o Batman.
Achei meio barato.
(Tem que habilitar pop-ups ao clicar no link deles lá na página).
Hayao Miyazaki é um dos poucos gênios restantes no planeta. Cliquem aqui para assistir ao trailer de seu novo longa, Howl's Moving Castle. Brilhante, como sempre (A Viagem de Chihiro é um dos meus cinco filmes favoritos, fácil).
Marvel vira produtora de cinema:
A Marvel vai passar a produzir seus próprios filmes, com uma grana
inicial de mais de 500 milhões de dólares como garantia. Já estão
confirmados 10 filmes iniciais, entre eles Capitão América, Nick Fury
e Vingadores, além dos personagens já licenciados para outras
produtoras (como Motoqueiro Fantasma, Homem de Ferro e Thor).
A diferença é que agora a Marvel vai financiar sozinha os filmes, mas
também vai passar a ficar com a maior parte do lucro (e com 100% das
vendas dos DVDs). A distribuição e o marketing ficarão com a Paramount.
Isso meio que coloca a Marvel numa posição parecida com a da Pixar,
que cria e produz filmes com seus próprios personagens. A diferença,
claro, é que a Marvel não possui estúdios próprios.
Isso provavelmente vai mover ainda mais o foco da Marvel dos
quadrinhos para os cinema e os quadrinhos serão vistos cada vez mais
apenas como celeiro-teste de idéias em potencial para novos filmes. O
risco nisso, claro, é que se a coisa toda der errada fatalmente a
Marvel como um todo vai para o espaço, incluindo o braço editorial. O
lado bom é que finalmente ela tem chance de obter uma fonte de renda
realmente vultosa, não dependendo apenas do minúsculo mercado de
quadrinhos. Assim, ela tem a chance de equilibrar uma de suas grandes
desvantagens em relação à DC (que pertence à AOL-Time-Warner).
Isso acontece em parte, creio eu, por três motivos:
1) Sin City
O filme de Robert Rodriguez e Frank Miller provou que uma adaptação direta dos quadrinhos para as telas (como previa Jack Kirby nos anos 70) pode funcionar muito bem.
2) Os Incríveis
O desenho da Pixar meio que mostrou às produtoras de Hollywood que eles simplesmente não precisam pagar pelo licenciamento de super-heróis já existentes: basta que criem os seus próprios. Isso talvez pudesse ter tornado a relação da Marvel com estas produtoras mais delicada (ou mesmo desnecessária) no futuro.
3) Elektra, Blade: Trinity, Man-Thing e Justiceiro
As últimas adaptações de personagens Marvel tiveram uma performance criativa e financeira milhas aquém de um Spider-Man ou X-Men. Talvez com isso a Marvel tenha percebido que terá mais condições de realizar um bom filme se tiver liberdade para escolher roteiristas e diretores; ter a palavra final sobre o filme como um todo. Iso também provavelmente indica que, sim, a Marvel também acha que Fantastic Four vai ser uma grande e lamentável bomba.
Vamos ver no que dá isso tudo.
Rutger Hauer e Mickey Rourke batendo um papo na estréia de Sin City, de Robert Rodriguez:

O paradigma do cool já meio passé. As críticas estão elogiando bastante o filme baseado no quadrinho de Frank Miller. Tô levando a maior fé.

