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Microcasa

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É um milagre de arquitetura, engenharia e design, mas o simples fato de que tenhamos chegado ao ponto de ter de pensar em soluções como essa (uma microcasa de 7 metros quadrados) é assustador. Lembrei de Soylent Green (No Mundo de 2020), aquele filme de FC com o Charlton Heston, do início dos anos 70.
Casas de 2,7 por 2,7 metros? Em um planeta deste tamanho? Parem de ter filhos, please. Até os lêmures entendem mais de controle populacional e ambiental do que a gente.

bengal

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bengal é um ilustrador e designer bem legal e seu site, dentro do CafeSale.net tem imagens bem bacanas. Uma delas tá aí embaixo:

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Sci-Fi Pulp

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O site deste cara é sensacional! Uma infinidade de capas de livros e cartazes de filmes de FC e pulp dos anos 50 e 60, principalmente. Tem coisas inacreditáveis como esta jóia:

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Subway

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Este site tem uma belíssima galeria de fotos panorâmicas de todas as estações de metrô de Moscou. Algumas delas são tão luxuosas e sofisticadas que parecem lobbys de hotel. Vale uma visita, ainda que virtual. Uma amostra (a estação espetacularmente chamada Electrozavodskaya):

Arena

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Aliás, muita gente - Warren Ellis, por exemplo e, se não me engano, Bruce Sterling - tem dito que o início do século XXI marca o fim da cultura como a conhecemos. Discordo radicalmente. Estamos cercado por coisas francamente boas. Uma lista rápida.

Cinema: os últimos filmes de David Lynch, Clint Eastwood, Tarantino, Sam Mendes, David Fincher, etc.

Quadrinhos: a volta de figuras como Bruce Jones e Ann Nocenti, os suspeitos de sempre (Morrison, Moore, Gaiman, Peter Milligan e Garth Ennis), a morte de Maggie na recente edição de Love & Rockets (talvez a melhor coisa já escrita e desenhada por Jaime Hernandez), etc

Música: a sensacional supremacia pop que atende pelo nome de Ladytron, Kinky, Sigur Rós, Felix da Housecat, The Herbaliser, The Rapture, etc. E ainda temos os veteranos: Björk, Iggy Pop, Mission of Burma, Beastie Boys, que continuam fazendo coisas ótimas.

Artes plásticas e fotografia: A cada meia-hora que perambulo a esmo pela Internet encontro pelo menos dois ou três sites com trabalhos de pessoas totalmente geniais, tanto em termos de estética quanto de técnica. Nem vou citar nomes, porque são inúmeras.

E ainda temos novas formas de arte, como os games. Apesar do que alguns ignorantes totalmente alheios à história da arte teimam em dizer (pior, com orgulho), games são uma poderosíssima forma de arte. Recentemente tivemos Broken Sword 3, GTA: Vice City, Red Dead Revolver, os jogos "políticos" divulgados por sites como o GameCritics.com, etc.

Literatura: Sem motivo para reclamar aqui também. Paul Auster, William Gibson, Neal Stephenson, Richard Kadrey, Alan Moore, Cory Doctorow, Dom DeLillo, todo esse pessoal continua produzindo coisas sensacionais.

Enfim, não vejo motivo para reclamarem. O que está ruindo - e isso é uma coisa boa - é o império da mídia reprodutiva, graças ao mundo digital. E não estou falando da pirataria, que é responsável por uma parte bem pequena dessa derrubada. Mas da mudança de frameset, de paradigma, provocada pela convivência com o mundo digital. Não é só quem baixa músicas do Soulseek que parou de comprar CDs (pelo contrário, acho que esses NÃO pararam), mas todo mundo que acessa a Internet. O formato analógico é totalmente obsoleto. E não falo isso para soar "moderno" (porque o digital deixou de ser moderno há uns dez anos), mas porque é o que está acontecendo. Arquivos digitais podem não ser tão bonitos quanto um CD, mas são mais práticos - e no fim das contas, têm a grande vantagem de chamar a atenção novamente para a música, não para o encarte feito por sei-lá-qual designer. DVDs e DiVXs são mais práticos que o VHS. E-books serão mais práticos que os livros e os quadrinhos impressos, assim que um leitor portátil decente de arquivos de texto se popularizar e baratear. Enfim, o mundo analógico ficou cansativo e não culpo as pessoas por buscarem a arte em outros formatos e veículos mais adequados.

Mas a boa arte continua sendo feita - e aos montes. Cadê a tal "morte"? Há aí um erro de visão. Estão vendo a morte no lado errado da história. O que está morrendo não é a arte, mas parte do público. Nunca, desde o século XVIII, tivemos uma audiência tão completamente imbecil e ignorante dos termos e funções básicas da arte. Nunca tantos filisteus ocuparam tanto espaço em tão pouco tempo. A arte não morreu. Se Britney Spears, Avril Lavigne, livros como Angus e outras coisas péssimas parecem onipresentes, é porque VOCÊ está consumindo isso. Os bons artistas continuam aí, como sempre estiveram e sempre vão estar.

A crescente fanfarra de bestas e lontras é que não está vendo. Não se tem produzido menos arte de qualidade. Se tem produzido menos pessoas de qualidade.

Typorganism

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Como já sabia William Burroughs, a linguagem é um vírus: http://www.typorganism.com/

Super Fly Guy

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Uma das melhores animações/games/web art em Flash que já vi na vida é Fly Guy, de Trevor Van Meter. Os melhores games deveriam ser assim: sensação de liberdade e exploração, com pequenos ítens interativos e sense of wonder surrealista. Maravilhoso. Cliqeum aqui para conferir.

E o melhor: a estética segue a chamada "linha clara" dos quadrinhos belgas.

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Sem falar que tem o magnífico Trashlog: um cara escaneia e posta o lixo semanal dele no blog, aqui.

Alfa-beta-gama

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Esta é a letra "a" no alfabeto "letters of desire", criado pela artista Yuko Shimizu. Clique aqui para visitar o site dela, onde está o resto do alfabeto, além de ilustrações, pinturas, quadrinhos e outras coisas.

Danceteria

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E este site possui uma galeria bem legal com os flyers do nightclub Danceteria, que foi o principal reduto new wava entre 1982 e 1985, em Nova York. Esse aí embaixo é o flyer da festa New York Glamour, que rolou em 18 de maio de 1984. Cliquem no link e vejam os outros, inclusive de shows de Sonic Youth e Lydia Lunch.

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