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Entrevista curta mas incrível com Andy Warhol, datada de 1964. Difícil culpar Warhola por suas respostas, digamos, curtas: as perguntas são algo bem tosco.
Conhecido como o Dia da Mentira ou Dia dos Tolos ("April Fools"), o Primeiro de Abril tem uma origem obscura. A teoria mais aceita garante que o significado da data surgiu em 1582, quando a França adotou o calendário gregoriano, que mudou o Dia de Ano Novo para o início de janeiro (era no final de março).
Reza a lenda que algumas pessoas, por ignorância, teimosia ou ambos, continuaram a celebrar o Ano Novo no Primeiro de Abril, fazendo papel de tolas. Isso teria se tornado uma tradição anual e supostamente se espraiado por toda a Europa. Mas essa teoria não leva em consideração que registros de épocas mais antigas já davam conta de tolices sistematicamente praticadas neste período ao longo de toda a Antiguidade. Os romanos, por exemplo, celebravam um festival a 25 de março chamado Hilária, marcando a ocasião com mascaradas e "boas tolices em geral". Holi, o festival hindu das cores, acontecia no início de março e era pautado pela "frouxidão das amarras sociais".
O mais provável é que as pessoas simplesmente ficassem alegres e "bobas" graças a uma ocasião mais singela: a chegada da primavera.
Eu sei, porque estou alegre e bobo, por vários motivos. O principal deles foi um acontecimento que marcou este Primeiro de Abril para mim - e a companhia maravilhosa que estava comigo. Spring has many faces.
Fool yourselves, all of you.
"Máquinas voadoras mais pesadas do que o ar são impossíveis."
(Lord Kelvin, presidente da Royal Society, 1895)
"Acho que existe no mundo todo um mercado para no máximo cinco computadores."
(Thomas Watson, chairman da IBM, 1943)
"Não há razão alguma para que uma pessoa queira ter um computador em sua casa."
(Ken Olsen, presidente e fundador da Digital Equipment, 1977)
"O telefone tem problemas demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. O aparelho não tem valor algum para nós."
(memorando interno da Western Union, 1876)
"Aviões são brinquedos interessantes mas sem valor militar."
(Marechal Ferdinand Foch, comandante francês das Forças Aliadas durante o final da Primeira Guerra Mundial, 1918)
"Tudo que pode ser inventado já foi inventado."
(Charles H. Duell, chefe do Escritório Americano de Patentes, 1899)
E a minha favorita:
"Quem diabos quer ouvir um ator falando?"
(H. M. Warner, um dos Warner Brothers, 1927)
O Channel 4 lista aqui Os Piores Trabalhos da História, dividido em épocas (Antiga, Medieval, etc). Coisas inacreditáveis que alguns pobres diabos tiveram de fazer para sobreviver.
The Book of Were-Wolves, de 1865, está inteiro no link aí ao lado. Uma compilação de menções e "visões" de lobisomenes desde a Grécia Antiga até a Europa do século XIX.
E este site quer provar que existem documentos que provam que Jesus foi enterrado em uma obscura vila do Japão (!).
Alguns costumes nunca deveriam ter sido abolidos: "In Ancient Peru, when a woman found an 'ugly' potato, it was the custom for her to push it into the face of the nearest man."
Cientistas descobriram em uma caverna na África do Sul os mais antigos exemplares de "joalheria" conhecidos: conchas perfuradas, que eram provavelmente usadas como colares há 75 mil anos.
Além de serem as jóias mais antigas conhecidas, as conchas também são exemplo de um dos primeiros traços de pensamento abstrato no homem primitivo. E o ne´gócio deu trabalho: as conchas, do tamanho de ervilhas, eram extraídas de um pequeno molusco e os rios mais próximos estavam a 20 km de distância da caverna.
Cliquem aqui para ver mais detalhes e ótimas fotos dos colares de conchas.
Os primitivos usavam bijuterias, os egípcios se maquiavam; o homem (do sexo masculino) talvez tenha ficado mais e mais rude e tosco com o passar dos séculos e não o contrário (claro, em determinados aspectos).
Brian De Palma, ao que tudo indica, será o diretor da adptação do clássico Black Dahlia, romance policial do mestre James Ellroy. Black Dahlia é uma mutação para a ficção do trágico e grotesco assassinato de uma estrela de cinema dos anos 30, que na vida real foi encontrada SERIAMENTE mutilada, com o corpo cortado ao meio e as duas metades posicionadas de forma "erótica" (entre outras coisas sinistras e chocantes demais para ficar falando em vão). Durante anos, especulou-se sobre quem seria o assassino. A tal atriz (não lembro o nome agora, mas apliquem Black Dahlia ao Google e voilá) tinha um triângulo amoroso (aparentemente consentido) com dois outros caras; mas nunca se conseguiu chegar a conclusão alguma. Todas as pessoas envolvidas e que talvez soubessem de alguma coisa foram desaparecendo misteriosamente ao longo dos anos e das investigações.
Houve até uma mulher, que escreveu um livro especulativo "provando" que seu próprio pai (dela, não da vítima) era o assassino. Mas tudo isso apenas em nome da sacrossanta mídia americana e nada jamais foi comprovado. Black Dahlia é um dos grandes mistérios do século XX e um ponto altíssimo na sólida carreira de James Ellroy. Nos anos 90, a história foi adaptada para um ótimo game de adventure, naquela época (1994-1996) em que adventures com filmagens live action estavam em voga. Outro livro de Ellroy, Los Angeles - Cidade Proibida, rendeu um ótimo filme, ainda que a história na tela tenha sido vastamente "amortecida" para não chocar o grande público devorador de imensos sacos de pipoca. Mas, em Black Dahlia, isso simplesmente não pode ser feito. Vamos ver como De Palma e - principalmente - o roteirista se viram nessa.
Em tempo: as fotos do corpo da atriz são das coisas mais grotescas e chocantes que existem. Não tive estômago de ver, mas conheço pessoas de esôfago de adamantium que mesmo assim vomitaram após ver uma ou duas fotos da cena do crime. Aparentemente, a coisa é grotesquerie ensandecida total. E foi isso, justamente, além do caráter "famoso" dos envolvidos, que deu ao caso toda a atenção ao longo de quase 70 anos. Mas o ponto mais intrigante, claro, é o "whodunnit?".
Essa eu não vi chegando. A escritora americana Patricia Cornwell, milionária autora de livros policiais, resolveu investigar o mistério de Jack, o Estripador utilizando técnicas de DNA e chegou a uma conclusão surpreendente: o assassino é o pintor impressionista alemão Walter Sickert. Patricia expõe suas teorias no livro Retrato de Um Assassino - Jack, o Estripador - Caso Encerrado, lançado no ano passado e que chega agora ao Brasil pela Cia. das Letras.
Entre as evidências reunidas pela escritora e fundadora do Instituto de Ciência e Medicina Forense da Virginia, figuram:
1) Um teste de DNA mitocondrial numa carta enviada por Sickert, que contém o mesmo DNA das cartas que Jack enviava à polícia.
2) O domínio de técnicas de pintura demonstrado por Jack em suas cartas (e uma vez o estripador usou o mesmo pseudônimo que Sickert usava como ator: Mr. Nobody).
3) Os desenhos feitos por Sickert no livro de hóspedes da Pensão Lizard, na Cornualha, onde vivia, que batem com os desenhos que Jack fazia em suas cartas.
4) As iniciais que Sickert usava em sua correspondência, que eram grafadas muitas vezes de forma idêntica às de Jack.
Não sei ainda se isso "encerra" o caso de Jack (e, se o faz, é de maneira surpreendente), mas é interessante. Vejam aqui uma entrevista com a autora.
