145 Gramas - Capítulo 12

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Irritado, sabe? Eu tô começando a ficar realmente irritado. E agora ainda tem mais esse palhaço. Não bastasse me mandar matar meu próprio pai, o cretino do Andrea ainda coloca esse redneck racista na minha cola. Ele continua apontando o 45 pra mim. Eu digo, me esforçando em manter a calma:

- Olha aqui, cara, o combinado era matar o paciente do hospital OU algum conhecido meu. Fica tranquilo que eu vou cumprir o combinado. Sempre faço isso, infelizmente. Mas não vou matar o paciente desse hospital. Agora, me deixa ir embora porque tenho que procurar algum... conhecido para matar.

- Fala só quando eu mandar, negro. E não me lembro de ter dito “fale, negro”. Sabe, eu adorei pegar o serviço que você recusou. O cara do posto de gasolina aqui de Jersey, lembra? Ele demorou umas três horas pra morrer. Aliás, isso me lembra que guardei um presente pra você.

Waters leva a mão esquerda ao bolso do paletó do terno branco e traz de lá algo em um saco plástico transparente. Ele olha por alguns minutos o conteúdo, sorrindo, e então joga no chão à minha frente.

- Anda, pega e dá uma olhada. É um presente.

Eu me abaixo e quando vejo mais de perto, percebo que o que está dentro do saco plástico é uma orelha humana. Eu me levanto enojado, sem tocar naquilo.

- Bonito, não é? Uma fedorenta orelha negra. Sabe, normalmente eu guardo em potes de formol, mas achei que você fosse gostar de um mimo.

Ele ri e continua:

- Ficou com nojinho? Eu também ficaria. Pedaços de negros são, ewwww. - e fez uma careta. - Sabe, negro, detesto serviços pela metade - mesmo os que não são meus. Acho que vou entrar nesse hospital de derrotados e meter uma bala entre os olhos desse tal paciente. Qual é o apartamento dele?

Ele pressiona um pouco mais o indicador no gatilho e o disparador começa a se levantar. Esse cara é louco. Preciso ter cuidado. Eu baixo mais o tom de voz e começo a me aproximar, da forma mais lenta e imperceptível que posso.

- Escute... Não há motivo para ficar nervoso. Eu estou fazendo o que foi combinado. Andrea e Myrtes me disseram que, se eu não matasse o paciente do Arizona Asylum, deveria matar algum conhecido meu. É isso o que estava indo fazer. Então, por que não me deixa ir agora e...

Quando estou mais perto, dou um chute, raspando a ponta do tênis no chão, jogando boa parte do barro seco do terreno na cara de Waters. O psicopata fica cego por um momento e leva a mão esquerda aos olhos. Mesmo assim, resolve atirar. O ruído do Colt 45 ressoa como um jipe Camel Trophy, ecoando no terreno baldio. Mas isso deu tempo de sacar a minha automática e atirar com vontade no braço direito do animal. Ele dá um gemido agudo e deixa a arma cair no chão. Eu rapidamente me aproximo e dou com a culatra da automática na testa dele.

Enquanto Waters cai no chão, cego pelo barro e com sangue escorrendo por sua testa, eu tomo o Colt caído do chão. Olho para o idiota e digo, me esforçando para não gritar:

- Agora, escute aqui, seu pedaço de merda de vaca da Louisiana. Não me importa se em Dogshit, Cowbutt, Cockville ou sei lá de que buraco você veio é normal amarrar gente em cruzes e tacar fogo nelas. Você tá em Nova York, seu merda. Muito, muito longe dos seus amantes da Ku Klux Klan. E, se quer saber, duvido que numa cadeira de rodas você consiga matar um mero marimbondo negro, se quiser.

- Cadeira... de rodas? O que você tá dizendo, seu neg...

Dois tiros da automática no joelho direito dele. O desgraçado grita como um siamês no cio. Mais dois tiros no joelho esquerdo, de brinde. Ele se contorce na poeira, esquecendo até mesmo a areia nos seus olhos. Eu tiro as balas do Colt dele e jogo longe, em meio ao mato alto dos cantos do terreno. Em seguida, faço o mesmo com a própria arma, arremessando-a longe.

Encosto o cano do silenciador da minha automática na testa dele e digo:

- Sabe, eu preciso matar um conhecido agora, já que NINGUÉM vai matar paciente algum deste hospital. A sua sorte, seu monte de cocô, é que não conheço idiotas ou você já estaria indo para inferno a essa hora. E de cadeira de rodas.

Dou as costas ao imbecil e o deixo sangrando, gemendo alto e se contorcendo no terreno baldio. Sabe, não me importa quem você é. Mas, se for esperto, não vai cruzar meu caminho agora. Eu saio pela rua de trás do hospital, com a arma já escondida na jaqueta. Dou a volta no quarteirão até chegar ao Arbuckle, estacionado na porta da frente do Arizona Asylum. Em minutos, estou dirigindo a 120 quilômetros por hora pelas ruas escrotas de Jersey.

Pouco mais de uma hora depois, estou parando o carro na viela ao lado do prédio onde mora Myrtes Rigazzalli. Saio do Arbuckle e caminho até a portaria do edifício. Entro e alguma coisa nos meus olhos faz o velho porteiro gaguejar:

- B...bom dia. Em que...

- A Sra. Rigazzalli.

- Ela não está... Ela...

Eu tiro a arma do bolso e encosto na testa dele.

- Fale a verdade. Eu acho melhor.

- Eu juro! Eu juro! Ela saiu ontem à noite, acompanhada por um cara. Me disse que ficaria várias semanas fora... Eu juro!

- Fora? Onde?

- Eu não sei! Mas é verdade! Ela saiu ontem com esse cara e não voltou. Passou a noite fora e ela faz isso às vezes. Fica semanas fora do apartamento. Da última vez, ela tinha ido a Paris. Você... você pode subir até o apartamento dela pra confirmar isso. Não tem ninguém lá!

- Sei, eu subo e você chama a polícia.

Dou as costas e saio do prédio. Desgraçados. Sumiram. Paris, é? Porra, não vou seguir essa piranha e o cachorro do Andrea até Paris. Isso não é um maldito filme. Mas e se... e se não foram pra Paris? E se foram pra Mansão Rigazzalli?

É... E mesmo que tanham ido, isso não muda nada. Eu não tenho como entrar naquela mansão, cheia de mafiosos. Devem ter uns 40 capangas lá dentro, se não for mais. Dobermanns e o caralho. Droga!

Eu volto a me sentar no interior do Arbuckle, espumando de ódio. E tento pensar. É, Paris e a Mansão estão fora de cogitação. E, merda, eles têm o meu dossiê. Se eu vacilar nisso, me entregam pra Polícia. É, não adianta, “Mad”. Você foi um idiota se metendo com gente desse tamanho.

Eu coloco a arma no banco do carona e recosto a cabeça. Tento relaxar e pensar. Eu ligo o rádio e tento pensar. Marvin Gaye está cantando “Mercy, Mercy Me”. O que foi mesmo que Andrea disse? Se eu não matar o paciente do hospital, devo matar uma pessoa claramente ligada a mim. Ele fez isso de sacanagem, claro. Ele sabia que eu não iria matar meu próprio pai. Filho da puta. Mafioso desgraçado.

“Woo ah, mercy mercy me
Ah, things ain't what they used to be, no no
Where did all the blue skies go?
Poison is the wind that blows from the north and south and east
Woo, mercy, mercy me, mercy father
Ah things ain't what they used to be, no no”

As palavras de meu pai ressoam na minha mente: “não seja um perdedor. Não seja um perdedor. Não seja um perdedor.”

“Woo ah, mercy mercy me”

É... Não adianta perseguir Myrtes Rigazzalli, Andrea Porrazzo nem enfrentar toda a máfia nova-iorquina. Eu tô cansado disso. Realmente cansado disso.

“Não seja um perdedor.”

Cansado... E se eu matar Myrtes e Andrea, o dossiê com meu nome, o arquivo com todos os meus podres, vai parar na mão de alguém da Polícia. Sem falar que, se eu matar um deles, o outro pode imediatamente dar a ordem para que matem o meu pai. Encare os fatos, “Mad”. Você perdeu. E mais: perdeu feio, porque ainda não matou a tal última pessoa que eles exigiram em troca da minha segurança para sair de Nova York. Um conhecido... droga, eu não vou matar um conhecido.

“Não seja um perdedor.”

Marvin Gaye... Marvin Gaye não foi um perdedor. O cara foi meu maior ídolo nos anos 70. Marvin Gaye... Marvin Gaye é daquelas pessoas que aparecem uma vez por século no planeta. Marvin Gaye foi um vencedor.

“Woo, mercy, mercy me, mercy father”

Pai... Marvin Gaye morreu assassinado pelo próprio pai. O velho discutiu com ele e atirou em Marvin Gaye no dia do aniversário dele. Um vencedor... Um perdedor?... Não, “Mad”, não entra nessa, cara. Não pensa nesses termos. Todos somos perdedores e vencedores. Perder pouco é uma vitória. Ganhar mas não ganhar tudo que se quer é uma derrota. O contrário das duas frases também vale. Não existem vitórias nem derrotas. Existe apenas a luta.
Morrer assassinado pelo próprio pai... Alguns pais fazem coisas horríveis com seus filhos. Mas não adianta pensar em Marvin Gaye, vitórias, perdas e danos. Meu pai só continuará vivo se eu seguir o jogo do Andrea; merda, EU só continuarei vivo se seguir o jogo dele. Afinal, quem apostou nessa banca fui eu. Hora de pagar. OK, Andrea... aproveite bem sua vagabunda, seu dinheiro e seu grande poder. Enfie tudo isso no rabo. Eu não me importo. Quero sair desta cidade maldita, suja. Quero ficar em liberdade. Nada mais de mafiosos nova-iorquinos, de “Mambo”, de toda essa polícia patética e dessa vagabundagem. Vitórias e derrotas. Hora de mudar o jogo e pra isso eu preciso seguir esse último serviço.

“Woo, mercy, mercy me, mercy father”

Uma pessoa claramente conhecida minha, ligada a mim de alguma forma. OK, eu já sei o que fazer.

Ligo o Arbuckle e saio cantando pneus daquela viela desgraçada. Mas, entendam: uma coisa é chegar à conclusão de que se está num beco sem saída; outra coisa é gostar disso. Impedi a mim mesmo de tomar um caminho que só me levaria a mais e mais merda, mas resignação não é calma. Continuo louco da vida. Como uma despedida, passo com o Arbuckle por uma última vez pelo edifício onde ficava o escritório do Ted; todas as janelas agora estão tapadas por pedaços de madeira e lacradas. Em minutos, estou passando pelo Nero’s. OK, cara. Obrigado por tudo. No fim das contas, vou ter que seguir o seu conselho e ir viajar. Não vou esquecer do seu cartão.

Mas nada disso muda o fato de que por causa de um mafioso desgraçado eu fui enviado para matar meu próprio pai. Nada disso muda o fato de que algumas vezes se perde gigantescamente. Mas se tenho que correr de Nova York, vou embora com uma explosão. Após matar tanta gente, vamos dizer que acabo de pensar em uma boa despedida.

Pensar sobre toda essa situação me deixa mais puto e nervoso do que eu já estava. Piso no freio do Arbuckle com tanta força que as minhas coisas caem no chão, no banco de trás. Desço do carro e deixo a porta aberta, com o motor desligado. Não vou demorar mais do que dez segundos no meu antigo prédio.

Saco a automática ainda na calçada. Um chute e a porta da frente do edifício se escancara. O vidro se espatifa, pedaços voando pelo corredor. Quando estou subindo as escadas, sinto o olhar da Sra. Williams às minhas costas. Por algum motivo, sei que ela está sorrindo, mesmo que não tenha me virado para olhar para ela. No segundo andar, tomo distância e pulo com as duas pernas sobre a porta de um dos apartamentos. Um pedaço circular de metal com os números “201” gravados salta a metros de distância.

“Mad” Williams entra no apartamento e vê um homem com uma garrafa de whiskey e uma faca nas mãos. Os olhos de “Mad” parecem querer saltar das órbitas. Seu rosto é puro ódio, prestes a explodir. Ele grita para o homem:

- Sr. Johnson??! Sabe quem eu sou, senhor Johnson?!

O bêbado ri e toma mais um gole do whiskey vagabundo. E então diz:

- Sei. É o crioulo que mora no 205.

- Bom saber que me conhece.

“Mad” aperta várias vezes o gatilho de sua automática. O som das balas saindo pelo silenciador parece o de metal batendo em uma armação de arame. As duas primeiras acertam a cabeça de Johnson; as próximas três acertam seu peito. As balas saem com vontade, como se “Mad” quisesse exorcizar a si mesmo; como se fingisse que alguns pedaços seus saíssem para sempre junto com as balas. E assim segue, até que “Mad” está apertando o gatilho, mas apenas um leve “clique” é ouvido.

Ele coloca a automática no bolso, pega uma cadeira de jantar e joga de encontro à janela do apartamento, que se espatifa. Então, levanta o corpo do senhor Johnson nos braços e, com pouco esforço, o joga do segundo andar em direção à rua. Ele grita:

- Pronto, tá aqui, Andrea! Seu presente, seu filho da puta! Tá aqui, tá vendo?!

Antes do cadáver atingir a calçada, “Mad” está com a televisão nas mãos, arremessando-a de encontro a uma parede. O estrondo do aparelho explodindo se mescla a um grito interminável. “Mad” parece se assustar com o ruído, até perceber que o som estava vindo de sua própria boca.

Finalmente, ele sai do apartamento. Ninguém está no corredor. Uma porta estava entreaberta, mas se fecha assim que ele passa e “Mad” escuta o ruído da chave girando na fechadura no lado de dentro. Quando chega à porta de entrada, a Sra. Williams está olhando para ele. Uma estranha expressão de orgulho e alívio está em seus olhos, mesclada ao medo. “Mad” para diante dela e leva a mão aos bolsos.

Ele examina algo, de costas para ela. Então se vira e diz:

- Aqui você tem dez mil dólares, sra. Williams. Vá morar em outro lugar.

Então, “Mad” entra no seu carro amarelo e sai a toda velocidade.





_____________________________________________________




Três dias depois, eu estaciono o Arbuckle em frente a um restaurante de beira de estrada no... onde é isso mesmo? Sei lá, não estou olhando o mapa nem as placas de beira de estrada. É um lugar. Onde se come.
Eu peço um bife com cebolas e uma cerveja. A garçonete olha para mim com curiosidade e indiferença (incrível como o interesse pode ser indiferente).

Nunca comi um bife tão delicioso.

Na saída do lugar, reparo em um mostruário de cartões postais gratuitos. Penso se não existe algum adequado que eu possa enviar para o velho Mitchell Carruthers Williams. Como são cartões publicitários, todos são cruelmente adequados: fotos de garrafas de Jack Daniel’s e Southern Comfort, brilhando naquele tom de madeira envernizada que somente os anúncios de bebida conseguem ter.

Seria engraçado um velho ex-alcoólatra receber pelo correio, enviado de uma esquina do nada com o lugar nenhum, um cartão do filho que abandonou há mais de 40 anos, com a foto de uma garrafa de whiskey.

Sim... seria engraçado. Mas também seria a atitude de um perdedor.

Eu procuro durante mais alguns segundos. Um dos cartões têm a foto de Marilyn Monroe em Some Like It Hot. Não, esse não... Robert DeNiro... Woody Allen (diabos, quem vai pegar um cartão com a cara do Woody Allen nesse refúgio de caminhoneiros e rednecks?). Então, finalmente encontro. Sim, aqui está ele. Cassius Clay. Olho para o velho Muhammad Ali, as luvas em primeiro plano, a boca entreaberta em desafio. E então guardo o cartão no bolso.
Na próxima cidade deve haver uma agência dos Correios. Seja lá qual for a próxima cidade. Reabasteço o Arbuckle no posto de gasolina ao lado do restaurante. O sol do meio-dia reflete no para-brisas. A estrada segue em linha reta até onde a vista alcança. O asfalto parece tremer e se evaporar com o calor. É lá mesmo.

Lá, no fim dessa linha reta. Lá que eu vou encontrar... o quê? Outra linha reta, provavelmente. E mais outra. E mais outra.

Mas não é sempre assim?


Além do mais, os melhores jabs de esquerda seguem em linha reta.


FIM


145 GRAMAS



Escrito e dirigido por
Alexandre Mandarino



cast
(in order of appearance)
Forrest Whittaker.............................................Muhammad Williams
John Turturro...................................................Andrea Porrazzo
Joe Pantoliano..................................................Ted “Payola”
Anthony Zerbe..................................................Nero Goldstein
Laura Harring....................................................Myrtes Rigazzalli
Chris Penn........................................................Jock Rigazzalli
Joe Pesci..........................................................Rick “Mambo” Wood
Spike Lee.........................................................Matt “Historinha” Smith V
Tim Roth...........................................................Waters



e
Morgan Freeman
como
Mitchell Carruthers Williams

xxxxxxxxxx............................................................Sra. Williams xxxxxxxxxx............................................................Sra. Johnson xxxxxxxxxx............................................................Mike Johnson xxxxxxxxxx............................................................Tim xxxxxxxxxx............................................................Paul “Pirulito” xxxxxxxxxx............................................................Sr. Johnson xxxxxxxxxx............................................................Porteiro xxxxxxxxxx............................................................Policial xxxxxxxxxx............................................................Gangster 1 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 2 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 3 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 4 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 5 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 5 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 7 xxxxxxxxxx............................................................Gangster 8 xxxxxxxxxx............................................................Enfermeiro 1 xxxxxxxxxx............................................................Enfermeiro 2 xxxxxxxxxx............................................................Enfermeiro 3 xxxxxxxxxx............................................................Enfermeiro 4 xxxxxxxxxx............................................................Rastafari xxxxxxxxxx............................................................Recepcionista xxxxxxxxxx............................................................Garçonete

Participação especial de Ford Mustang 1977 como Arbuckle

Trilha sonora lançada pela Chip Totec Records


“Mercy Mercy Me”
performed by Marvin Gaye

“Strange Fruit”
performed by Billie Holiday

“Meet The G That Killed Me”
performed by Public Enemy

“Rockit”
performed by Herbie Hancock

“It’s Great To Be Here”
performed by Jackson 5

“Right Place Wrong Time”
performed by Dr. John

“And The Beat Goes On”
performed by Whispers

“Hot Pants”
performed by James Brown

“The Missing Suitcase”
performed by The Herbaliser

“Waiting For a Train”
performed by Flash and The Pan

“Last Bongo In Belgium”
performed by Incredible Bongo Band

“Almost Easy Listening”
performed by Kid Koala

Original Soundtrack composed by Terminator X

Gostaríamos de agradecer aos cidadãos de Nova York e Nova Jersey por sua colaboração e extrema paciência.

Todos os personagens são fictícios e qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas será mera coincidência.

Nenhum animal foi molestado ou machucado durante a criação desta história.

Visite o site oficial em http://hypervoid-pulp.blogspot.com/

Copyright and TM Hypervoid, Inc. 2004


(Amanhã: Arbuckle)

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18 Comments

Anônimo Veneziano said:

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Posted by Anônimo Veneziano at 10:48 Saturday 4, 2004

Anônimo Veneziano said:

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CLAPCLACLAPCLAPCLACLAPCLAPCLACLAPCLAPCLACLAP!
Posted by Anônimo Veneziano at 10:48 Saturday 4, 2004

Anônimo Veneziano said:

O autor! O autor!
Posted by Anônimo Veneziano at 10:48 Saturday 4, 2004

Massula said:

Sem comentários Manda. Aguardo ansiosamente o próximo.
Posted by Massula at 10:48 Saturday 4, 2004

Alexandre Mandarino said:

Valeu, galera! ; )))))
Amanhã ainda tem um pequeno epílogo, mas com outra história.
Posted by Alexandre Mandarino at 10:49 Saturday 4, 2004

ll said:

Faço meus os "claps" do Anônimo Veneziano!
Muito bom, do início às piadinhas dos "créditos".

Por isso mesmo eu não entendo o que vc está fazendo naquela merda do Orkut...rs. Que fichamento é aquele, rapá?! Mas isso a gente conversa depois...

[]s

Posted by ll at 10:49 Saturday 4, 2004

Lucas said:

Mais "Claps". Parabéns Manda, tu manda muito bem... ;-D Ficou du "carvalho". Aguardo o próximo. Abraços.
Posted by Lucas at 10:49 Saturday 4, 2004

Alexandre Mandarino said:

LL:

Obrigado, Lelê!
O Orkut é mesmo bizarro, eh, eh, mas às vezes é divertido. ; )

Posted by Alexandre Mandarino at 10:50 Saturday 4, 2004


Lucas:
Obrigado, cara! Legal que você tenha curtido.
Vai rolar ainda um epílogo de uma só parte sobre o Arbuckle, esse carro esquisito.

E aí depois... elfos! ; )

Posted by Alexandre Mandarino at 10:50 Saturday 4, 2004

Anônimo Veneziano said:

Elfos? O que Alévatar ira criar?

Dê um pulinho em http://www.amenteociosa.blogger.com.br/grantmorrison.jpg

Posted by Anônimo Veneziano at 10:50 Saturday 4, 2004

Sonja Knips said:

bis, bis!!!!!!!!!!! quero logo os elfos!!!!
Posted by Sonja Knips at 10:51 Saturday 4, 2004

Alexandre Mandarino said:

Ah, ah, isso é muito engraçado. É a participação do Morrison e do Millar no quadrinho dos Simpsons ; )))

Ah, os elfos vão ser, digamos, estranhos. À primeira vista, não, mas com o tempo...

Posted by Alexandre Mandarino at 10:51 Saturday 4, 2004

Pablo Casado said:

WOW!

Li de onde tinha parado - parte 8 - até o final. Foda, foda, foda.

Sabia que aquele cretino bebum não ia escapar de levar umas balas.

E queremos Elfos estranhos agora.

Posted by Pablo Casado at 10:52 Saturday 4, 2004

Lucas said:

E na manhã gelada de outono, a multidão clama:
"Queremos Arbuckle! Queremos Arbuckle! Queremos Arbuckle! Queremos Arbuckle! E depois os Elfos! E depois os Elfos! E depois os Elfos!" um coro ensurdecedor. :-D Abração!!
Posted by Lucas at 10:52 Saturday 4, 2004

Anônimo Veneziano said:

Como diria Andrea True: More, More, More!
Posted by Anônimo Veneziano at 10:52 Saturday 4, 2004

Sonja Knips said:

QUEREMOS MAIS, PORRA!!!!!!!!!!!!!!!! ;))))
Posted by Sonja Knips at 10:53 Saturday 4, 2004

Anônimo Veneziano said:

Escreve mais. Eu mereço. hoje é meu aniversário...
Posted by Anônimo Veneziano at 10:53 Saturday 4, 2004

Alexandre Mandarino said:

Epa!! Parabéns, Anônimo Geminiano, quer dizer, Veneziano!!!! ; )
Posted by Alexandre Mandarino at 10:53 Saturday 4,

Anônimo Veneziano said:

:)))))!
Posted by Anônimo Veneziano at 10:53 Saturday 4, 2004

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This page contains a single entry by Alexandre Mandarino published on November 28, 2004 8:28 PM.

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