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<!--Generated by Squarespace Site Server v5.9.2 (http://www.squarespace.com/) on Fri, 12 Mar 2010 06:32:21 GMT--><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><title>Micro-Contos</title><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/</link><description>Cyber-Haiku</description><lastBuildDate>Tue, 31 Mar 2009 17:01:14 +0000</lastBuildDate><copyright>Hypervoid</copyright><language>pt-BR</language><generator>Squarespace Site Server v5.9.2 (http://www.squarespace.com/)</generator><item><title>bullit</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Mon, 20 Feb 2006 22:23:54 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2006/2/20/bullit.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925924</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/needforspeedJohn.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p>O suor lubrifica o volante da Maseratti, enquanto as luzes e neons se borram em manchas de Rorschach warp speed. Monet Mach-7, o impressionismo se tivesse sido criado por Marinetti. Agora acredito em fantasmas. S&atilde;o os guardas de tr&acirc;nsito, as velhas com pacotes, os senhores de terno, as mulheres fazendo jogging e todos os outros que passam como poltergeists pelas janelas laterais - vis&atilde;o insulfilm do purgat&oacute;rio. Meu p&eacute; direito pisa com mais for&ccedil;a, apesar da c&acirc;imbra. Os dois lados do meu c&eacute;rebro se hiperativam, concentra&ccedil;&atilde;o e ecstasy da velocidade. E n&atilde;o, voc&ecirc; ainda n&atilde;o entendeu. O que me move t&atilde;o rapidamente para a frente n&atilde;o &eacute; a competi&ccedil;&atilde;o, tampouco um instinto s&aacute;dico. Tamb&eacute;m errou se pensou em amor pela "adrenalina" e termos igualmente cafonas. O combust&iacute;vel da minha Maseratti &eacute; a d&uacute;vida; a indefini&ccedil;&atilde;o sobre o que vir&aacute; primeiro: o choque ou o orgasmo.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925924.xml</wfw:commentRss></item><item><title>kansas anymore</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:23:13 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/kansas-anymore.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925922</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/4c7cef93.jpg" alt="" /></p>
<p>Est&aacute; chovendo. Eu caminho despreocupado por um mundo criado em 3D com a inten&ccedil;&atilde;o de simular uma realidade habitada por gangsters. Entro em uma mans&atilde;o abandonada, em uma vizinhan&ccedil;a tomada por mafiosos italianos. Paro em um terra&ccedil;o com vista para a praia e, para minha surpresa, a chuva parou e um arco-&iacute;ris se forma no horizonte.<br />As surpresas e maravilhas que acontecem durante um game acontecem comigo? Quem sou eu? Apenas esse construto de carne e ossos que mais cedo ou mais tarde estar&atilde;o comidos por vermes? Ou sou tudo o que fa&ccedil;o e presencio, mesmo que em um mundo que "n&atilde;o existe"? Eu realmente vi esse arco-&iacute;ris? A realidade em 3D &eacute; mais ou menos real que a nossa "realidade"?</p>
<p><em>Cena do game Grand Theft Auto 3 (Rockstar Games). </em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925922.xml</wfw:commentRss></item><item><title>sede</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:22:41 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/sede.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925921</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1067393841.jpg" alt="" /></p>
<p>Pos&ecirc;idon, Iemanj&aacute; e as ninfas da &aacute;gua s&atilde;o obrigados a reinventar suas fun&ccedil;&otilde;es na sociedade industrial. Todo rio leva a algum lugar, mas onde nossa mis&eacute;ria desembocar&aacute;? As art&eacute;rias do mundo s&atilde;o como as veias do viciado em hero&iacute;na: opi&aacute;ceas, mel&iacute;fluas, ve&iacute;culo para dejetos e todas, todas as nossas merdas. At&eacute; quando os esp&iacute;ritos gostar&atilde;o de trabalhar de bom grado como garis? A guerra da &aacute;gua est&aacute; prestes a come&ccedil;ar. Reserve seus copos.</p>
<p><em>Cena do anime Ghost in the Shell, de Mamoru Oshii. </em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925921.xml</wfw:commentRss></item><item><title>satori</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:21:53 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/satori.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925917</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1068087394.jpg" alt="" /></p>
<p>Sua solid&atilde;o &eacute; real&ccedil;ada pelo concreto das ruas e ent&atilde;o, de frente para uma parede, voc&ecirc; se lembra e percebe tudo. Tudo.</p>
<p><em>Alias, por David Mack</em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925917.xml</wfw:commentRss></item><item><title>dèrive</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:21:17 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/derive.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925908</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1066709635.jpg" alt="" /></p>
<p>Ande pela cidade a d&egrave;rive e sinta os neons. Eles querem falar com voc&ecirc;.<br />A palavra "Bar" com o "R" apagado &eacute; uma presen&ccedil;a de Ba, deus eg&iacute;pcio da fertilidade. Uma fachada de cinema com algumas letras faltando pode ser uma dica de que ali est&aacute; Cin-an-ev, her&oacute;i lobo dos &iacute;ndios Ute.</p>
<p>Os deuses n&atilde;o morrem, mas se tatuam no inconsciente dos nossos neons. A cidade &eacute; um hardware e cada letreiro, grafite ou fachada luminosa &eacute; o software que nos permite interfacear com nossas alturas. Leia com aten&ccedil;&atilde;o: o alfabeto ancestral est&aacute; codificado ali.</p>
<p>Fique em sil&ecirc;ncio &agrave; noite e escute. A cidade quer trepar com voc&ecirc;.</p>
<p><em>Cena do anime Ghost in the Shell, de Mamoru Oshii. </em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925908.xml</wfw:commentRss></item><item><title>yes logo</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:20:39 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/yes-logo.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925916</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1070342895.jpg" alt="" /></p>
<p>A viol&ecirc;ncia logotipada da Yakuza &eacute; mais ou menos escrota que a imperman&ecirc;ncia eterna do "M" amarelo do McDonald`s? A resposta est&aacute; ali, na sua mesa de escrivaninha. Abra a gaveta e saque suas armas porque eles j&aacute; est&atilde;o batendo na porta. Com a Mauser e a Uzi nas m&atilde;os, voc&ecirc; ainda espia uma &uacute;ltima vez pelo olho m&aacute;gico. Yeah, yo, cinco japas de terno, &oacute;culos escuros e bigodinhos fininhos fazendo caras de samurai. Voc&ecirc; corre pela porta dos fundos e sente o sereno bater na sua cara. A lua te encara l&aacute; do alto e diz "t&aacute; fudido, corre", enquanto os japas d&atilde;o a volta e te pegam em pleno ato rid&iacute;culo de pular o muro dos fundos da sua pr&oacute;pria casa. Seus p&eacute;s tentam conversar sobre a altura da queda, mas voc&ecirc; n&atilde;o os escuta. Corre at&eacute; o Lamborghini na esquina, quebra o vidro e reza para que uma liga&ccedil;&atilde;o direta seja mais r&aacute;pida do que o solado de borracha dos sapatos italianos dos japas sobre o asfalto rugoso de Hiroshima Street. Ele liga e ent&atilde;o, yo, l&aacute; est&aacute; voc&ecirc;: olhos escaneando o vidro da frente, tentando desviar das imagens-borr&otilde;es; os japas atirando com suas autom&aacute;ticas, despejando avatares de chumbo no seu campo de vis&atilde;o. O Lamborghini se lamenta pelas ruas, enquanto voc&ecirc; sabe que, mesmo que escape detses japas, jamais vai escapar do verdadeiro inimigo. O n&ecirc;mesis de tinta que pesa como um macaco nas costas, como o desespero das madrugadas sem vodka. Voc&ecirc; quase sente ele ali, rindo; seu h&aacute;lito quente sussurrando "t&aacute; fudido, cara; voc&ecirc; escapa da lua, mas de mim voc&ecirc; n&atilde;o escapa". Voc&ecirc; pode escapar dos japas, mas nunca vai escapar do que eles querem: o drag&atilde;o gigante tatuado nas suas costas. Antes de engatar a quinta e virar &agrave; direita num absurdo &acirc;ngulo de -90 graus, voc&ecirc; pensa em quanta hero&iacute;na ter&aacute; de vender para pagar uma cirurgia de remo&ccedil;&atilde;o a laser.</p>
<p>Mas n&atilde;o adianta descascar e descolorir o drag&atilde;o. "No logo"? Hmpf. Tudo tem logo. Se at&eacute; a Yakuza tem seu logo, voc&ecirc; precisa de um tamb&eacute;m - e que melhor logo que o drag&atilde;o? Voc&ecirc; ainda vai morrer por causa dele, mas todo bom logo &eacute; assim.</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925916.xml</wfw:commentRss></item><item><title>spin</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:20:06 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/spin.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925906</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1068265247.jpg" alt="" /></p>
<p>Alice no Pa&iacute;s dos Scratches.</p>
<p>Cansada, Alice levanta-se e sai da sombra da macieira. &Eacute; a hora de tentar a portinhola de madeira ao lado do tonel das mil coisas, aquela portinha que nunca foi aberta. Ela se aproxima, p&eacute; ante p&eacute;, e para diante da pequena porta de mogno. O ranger das dobradi&ccedil;as antev&ecirc; o scratch generalizado. Para sua surpresa, l&aacute; est&atilde;o uma Technics, um par de headphones e um walkman.</p>
<p>O que Alice escuta?</p>
<p>E, mais importante:</p>
<p>Para que lado o vinil gira do outro lado do espelho?</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925906.xml</wfw:commentRss></item><item><title>sombra</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:19:32 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/sombra.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925905</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1069828255.jpg" alt="" /></p>
<p>O Sombra foi criado para os pulps, revistas impressas em papel vagabundo para as massas semi-letradas da Grande Depress&atilde;o. Perambulou durante anos em incont&aacute;veis contos impressos, em meio a um universo rico em personagens e situa&ccedil;&otilde;es absurdas. Dos pulps, migrou para as ondas do r&aacute;dio, onde alimentou o imagin&aacute;rio da gera&ccedil;&atilde;o cujo dia-a-dia inclu&iacute;a um conceito estarrecedor chamado "guerra mundial". Sua gargalhada invadia os ouvidos e c&eacute;rebros de crian&ccedil;as e recrutas, donas-de-casa e maquinistas. Nos anos 50, sua est&eacute;tica foi transformada pelo peyote e arrombou as mentes de William Burroughs e Jack Kerouac, que o transformaram em um certo "Doctor Sax". N&atilde;o satisfeito, o Sombra tomou as hist&oacute;rias em quadrinhos, devorando as mentes das crian&ccedil;as, adolescentes e adultos dos anos 70 com suas aventuras carregadas de sinistro. Nos anos 80, foi upgradeado em uma vers&atilde;o ainda mais bizarra, rodeado por pervers&otilde;es sexuais, AIDS, personagens urbanos esquiz&oacute;ides e est&eacute;tica zappeada. Nos anos 90, chegou ao cinema, em um filme esquizofr&ecirc;nico como o pr&oacute;prio personagem. Quem &eacute; o Sombra? Onde ele existe? N&oacute;s "existimos" nas nossas casas e cidades, mas onde est&aacute; Lamont Cranston? Em pilhas de papel amarelado de 70 anos atr&aacute;s, guardados em por&otilde;es e bibliotecas? Nas frequ&ecirc;ncias a&eacute;reas, sob a forma de ondas de r&aacute;dio que se recusam a ser recebidas e "morrer"? Na cole&ccedil;&atilde;o de quadrinhos esquecida por algum f&atilde; no quarto dos fundos da casa dos pais, de onde tenta escapar? Impresso para sempre na tela branca de cinemas vagabundos do sub&uacute;rbio, escondido como, err, uma sombra sob as cenas de Matrix Revolutions? Se o Sombra existiu em todos estes lugares e dimens&otilde;es, em todas estas formas e tamanhos, sua exist&ecirc;ncia &eacute; mais completa do que a nossa? Se ele resistiu a d&eacute;cadas que devoraram nossos av&oacute;s, quem viveu mais plenamente? Quem &eacute; realidade aqui e quem &eacute; fic&ccedil;&atilde;o?<br />E, mais importante: quem sabe o mal que se esconde nos cora&ccedil;&otilde;es humanos?</p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925905.xml</wfw:commentRss></item><item><title>lados</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:18:56 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/lados.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925907</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1066795649.jpg" alt="" /></p>
<p>A viol&ecirc;ncia pavimenta as bibliotecas de Hist&oacute;ria. Toda arma &eacute; uma auto-estrada: m&atilde;o e contra-m&atilde;o, cano e culatra, predador e presa. Olhe pela mira e aproveite. Em algum lugar do passado, presente ou futuro, voc&ecirc; tamb&eacute;m est&aacute; do outro lado, sendo observado pelo cano da arma.</p>
<p><em>Cena do anime Cowboy Bebop.</em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925907.xml</wfw:commentRss></item><item><title>mira</title><category>Micro-Contos</category><dc:creator>Alexandre Mandarino</dc:creator><pubDate>Tue, 19 Oct 2004 23:18:12 +0000</pubDate><link>http://www.hypervoid.net/micro-contos/2004/10/19/mira.html</link><guid isPermaLink="false">310495:3553041:2925915</guid><description><![CDATA[<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v83/chiptotec/McQueen/1066622668.jpg" alt="" /></p>
<p>O sorriso de Lee Harvey Oswald, tomado pela express&atilde;o de um insano pela m&iacute;dia sessentista, era n&atilde;o o sorriso de Jack Nicholson, mas o sorriso do gato da Alice. O sorriso de algu&eacute;m que quer dizer "eu sei coisas que voc&ecirc;s n&atilde;o sabem". O sorriso de algu&eacute;m que viu o atirador no gramado, o segundo atirador no teto da Biblioteca e viu, de repente, que era o homem certo no lugar errado.</p>
<p>Nossa Hist&oacute;ria &eacute; escrita por rifles sniper, atiradores de elite, ternos e assassinos.</p>
<p><em>Cena do anime Ghost in the Shell - Stand Alone Complex, de Mamoru Oshii. </em></p>]]></description><wfw:commentRss>http://www.hypervoid.net/micro-contos/rss-comments-entry-2925915.xml</wfw:commentRss></item></channel></rss>