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Não existe sofisticação sem compreensão dos opostos. Não existe pretensão que não carregue em sua semente a auto-destruição por desmascaramento, a não ser quando acompanhada do dom da gargalhada.
Agora dancem.
Uma das melhores coisas que fiz recentemente foi ter deixado totalmente de lado os aspectos sociais da Internet. Abandonar listas de discussão, Orkut, MySpace, etc etc permitiu que meu tempo se reformulasse e meu eixo girasse e se reencontrasse em mim mesmo, novamente.
Ainda uso muito a web, principalmente para pesquisas, ouvir rádio, trocar e-mails e atualizar esse blog (além, claro, do motivo mais importante que seu uso oferece hoje para mim, o de cyber-Hermes-Pan comunicacional direcionado para a minha brancura; you know who you are).
Ou seja, voltei a usar a Internet da mesma forma que usva em 1995: ela é mais divertida e sã assim, meio solitária. Já o social tá aqui, no mundo tangível.
The young man stepped into the hall of mirrors
Where he discovered a reflection of himself
Even the greatest stars discover themselves in the looking glass
(Ouvindo Siouxsie and the Banshees, Hall of Mirrors)
Não existe amizade possível, com zero grau de interesse sexual, entre um homem e uma mulher - é o que cada novo dado me mostra. Quero dizer, mandando as generalizações às favas transgênicas: existe, sim. Mas é algo mais raro que um quasar e que exige a existência de um tipo de homem que, até hoje, não vi consolidado em ninguém além de mim mesmo.
Auto-importância? Orgulho? Não, longe disso. Só digo isso com essas palavras meio arrogantes porque não é muito bem de uma "qualidade" que estou falando. Talvez seja o contrário. Mas este meu aspecto, se não um adjetivo positivo, é uma característica funcional, ao menos.
Vai uma vasta e extra-dimensional diferença entre o "homem sensível" e o homem feminino. O "sensível" é um ogro alpha male como todos os outros, só que um ogro alpha male que não tem as ferramentas físicas, mentais e gut-related pra agir como tal, como no fundo ele gostaria. Uma vida de bloqueios familiares, afetivos e sociais impede que ele aja assim. Então ele se esforça e se camaleoniza em uma espécie de brinde à hipocrisia social e sexual, mas mais cedo ou mais tarde revela ser o que realmente é - e só faz isso, adivinhem, pelo mesmo motivo em que ele é um ogro não-realizado em primeiro lugar: fraqueza. Incapacidade de manter o papel na peça, já que é só um papel, e tolice em não prever que seu pseudo-zeitgeist é mais transparente que as águas do Aqueronte.
A sensibilidade na maioria dos homens é apenas o avesso do desejo não-realizado de ser um Conan ou um Fafhrd: auto-realização primal totalmente impossibilitada pelos já citados bloqueios (third)reichianos.
O homem feminino, por outro lado, é mesmo o oposto do homem "sensível": ele não "get along" com mulheres, ele sente como uma mulher, se entende melhor com elas do que com seus supostos pares cromossômicos (chaos magick e desejo em prol de um realinhamento morfo-genético?). É o processo oposto: como ele se permite ser um ogro quando o universo assim exige, um Gray Mouser, um Balder negro, ele se permite relaxar e transitar entre mulheres sem enxergar ali, inconscientemente, apenas uma fileira de bucetas não-relizadas, de colos remetentes a uma infância perdida e traduzida em action figures na estante.
Estou ficando velho, deliciosamente velho, e com uma paciência cada vez menor e micro-punk para meias palavras e hipocrisia social, com exceção daquelas que importam e se fazem necessárias para boiar no turbilhão sub-Jetsons em que vivemos neste estranho e abortado século XXI.
Entre o Arthur feito eunuco pela própria incompetência social, afetiva e ética e o Lancelot que se permite ser Guinevere por que, diabos, ele já é o Lancelot, vai uma impressionante e ainda assim quase imperceptível diferença. Um verdadeiro mar de Le Fays separa as duas costas.
E, com mil Mordreds, nenhum dos posts deste blog é tão sério quanto quer parecer. So, have fun. Afinal, a cola que superbondeia Lancelot e Guinevere é exatamente Merlin: mago, velho, homem-mulher, filho do demônio. Trickster.
Have fun, all of ya.
"Vai nesse blog, é muito bem escrito. Gosto bastante".
Essa frase me deixa aterrorizado, por vários motivos. O mais importante desses motivos é o mais simples: sempre que escuto a dica acima, minha mente é tomada por visões aterrorizantes de frases feitas, citações de Leminski e Fausto Wolff, letras do Chico Buarque, frases do Kurt Cobain e ataques ao George W. Bush. Ou ainda provérbios adulterados para soar "engraçados", poemas adolescentes, reminiscências de bebedeiras sem-graça que, na mente do blogueiro-autor, foram verdadeiras orgias dignas de William Burroughs. E sempre torço para encontrar algo diferente.
Mas isso nunca acontece. Clico no link, espero naquele misto de ceticismo blasé e esperança que não quer dizer seu nome, mas... Éhcuot! ("touché" ao contrário; deve existir alguma palavra para esse momento em que sua dúvida é confirmada, a anti-epifania): lá estão as mesmas tralhas de sempre.
Tem um problema muito grave que eu identifico na forma em que a maioria dos blogueiros escreve que é o ranço do segundo grau. É mais ou menos como as letras do Gabriel, o Pensador ou dos Los Hermanos (e, antes deles, dos Engenheiros do Hawaí): o sujeito tem tanta certeza de que "escreve bem", normalmente porque a mãe dele ou alguma antiga professora disseram isso, que passou a acreditar realmente nisso. Chego mesmo a calcular que 97% dos bloogs nacionais que eu já vi apresentam exatamente o mesmo estilo de escrita. O mesmo, sem tirar nem pôr. Tiradas "espertas", uso errado do nonsense como artifício estilístico e uma "rebeldia" que, mesmo quando legítima, é automaticamente convertida em caretice por ser um clichê dos mais gastos e previsíveis.
Não vou apontar exemplos, porque isso é grosseiro, mas até hoje acho que me surpreendi favoravelmente com um total de cinco blogs, no máximo (desses, uns quatro devem ser estrangeiros). Sei lá, falta algo na forma em que a maioria dos blogueiros brasileiros escreve. Falta senso de humor (não o humor negro cínico, porque esse é o mais fácil, ora bolas), falta criatividade e falta um senso de "estou pouco me fudendo" que cai sempre tão bem a qualquer processo criativo. É tudo calculado para soar espontâneo, mostrar uma cultura que se torna redundante - afinal, cultura é obrigação, não é motivo de orgulho social - e tudo termina se apresentando nas pobres páginas em HTML como um imenso compilado de trechos de redações do ginásio.
Duas coisas me impressionam muito quando o assunto é literatura: a capacidade de escrever (boa) poesia e o talento para contar histórias. Nunca encontrei um Paulo Mendes Campos na Internet, só um amontoado de sub-Byrons góticos de um lado e sub-Chicos de outro. Quanto aos Neil Gaimans e Steve Ayletts, encontrei pouquíssimos. Contar uma história é uma arte perdida. Claro, é muito mais fácil travestir seu pobre dia-a-dia de consumidor de cervejas como um pseudo-plot auto-referenciado, sob a desculpa de "autobiografia esperta". Mais fácil ainda é escrever sobre essas cenas tão desinteressantes citando letras do Placebo e "informando" que acabou de ouvir Fugazi.
O padrão que se convencionou chamar de texto "bem escrito" sempre me arrepiou os cabelos, desde a adolescência. Costurar pedaços de estilos tradicionalmente elogiáveis não é lá um bom uso do senso estético, para dizer o mínimo. É jogar para a torcida. É ser o Steve Vai do texto. É usar o fácil, o já elogiado. É ser o professor Pasquale, só que "esperto" e "rebelde" (porque todo mundo, incluindo sua avó e seu vizinho, são ultra-subversivos hoje, neste information overload de tatuagens, piercings, bandas, vômitos, MTV, dissonância e muita, muita, MUITA vacuidade).
Matéria escura.
A matéria escura só serve para realçar as galáxias. Parem de olhar para a matéria escura e vejam as galáxias.
Eu paro de ler quase todos os blogs que encontro pela frente graças ao absurdo senso de auto-importância oferecida pelo texto, um senso impulsionado por uma estranha capacidade de nutrir uma auto-consciência incapaz de se decidir entre o cinismo ou o esforço legítimo. Manter o cinismo é uma ótima forma de não dar a cara a tapa. Mas é preciso tentar, diabos. Criar, escrever, contar, formatar (formatar é muito importante e tão facilmente descartado em prol de uma suposta "esperteza" lírica).
A verdade é que, tendo passado pelos longos anos 80, cinismo é algo que simplesmente não merece o meu respeito. É anti-nietzscheano, sinal de fraqueza ética e estética e tendência à auto-comiseração. E a achar desculpas externas para cada erro que é, no fim das contas, apenas NOSSO. É a isso que se resume a esperteza de redação ginasial do universo blogueiro: piedade umbilical. Medo de passar pela porta, ao invés de ficar ali, parado, lustrando a soleira dela. Admirando as maravilhas do ferrolho ao invés de ver o que está além da fechadura.
Esse cinismo que só serve para alavancar o ego do autor e mascarar seus clichês cansadíssimos é o responsável por um verdadeiro carnaval de bizarrias, como o "falar mal das empresas e dos Estados Unidos". OK, nada mais justo e eu mesmo cansei de fazer isso aqui neste cansado Hypervoid. Mas fazer isso e continuar mantendo sua página no Orkut, a utilizar players portáteis de MP3 e cair na armadilha consumista nossa de cada dia é no mínimo hipocrisia. Nada me irrita mais do que a rebeldia de classe média. Originalidade não é cinismo. Cultura não é um mar de citações. Qualidade não é hermetismo calculado para ser assim. Estilo não é nonsense automatizado. Redação bem escrita não é um texto bem escrito. É só uma maldita redação. E, argh, como eu detesto clichês. Principalmente os de estilo.
É tristíssimo, mas existe na internet nacional um modelo do que é "escrever bem", no sentido mais padronizador deste termo. É ser frio, meio cínico, oferecer piadinhas rasas de humor negro e um distanciamento impessoal que, ironicamente, se disfarça como confessionário auto-biográfico. Todo mundo escreve do mesmo jeito, criando uma tosca mistura de Veríssimo (o lado "bem escrito", cheio de citações e piadinhas) e Warren Ellis (o aspecto frio, cínico e pseudo-subversivo), sem conseguir jamais atingir o patamar destes dois. Será que existe uma linha de montagem de estilos de texto por aí?
Tá na hora das pessoas começarem a posar menos, a fazer o que falam e, principalmente, parar de escrever para a torcida.
Enfim, CRIAR, caralho. Pra regurgitar a gente já tem a TV.
O que me lembra de fechar isso com uma frase genial de um amigo meu: "Blog? Grandes merdas. Blog no Brasil é TV de nerd".
Nossos comerciais, por favor.
Várias vezes já me irritei com a chegada à minha caixa postal de spams do Plaxo, aquele site que mantém seus dados de contato e outras coisas pessoais, como datas de aniversário, nicknames de instant messaging e outros trecos. É engraçado como algumas pessoas gostam tanto de si mesmas que querem divulgar seus dados mesmo através de spam. Essa semana os manés do Plaxo finalmente admitiram abertamente que vão parar de usar o spam como forma de aumentar sua base de dados, porque o número de usuários de sua rede de armazenamento de datinhas e telefonezinhos já é grande o bastante.
Por outro lado, foi a vez dos otários da Jigsaw passar a lançar mão de novas técnicas de cooptação para sua rede. Eles pagam um dólar para qualquer pessoa que fizer o upload dos dados de contato... de outra pessoa. Sim, é espantosamente absurdo. Tem gente que já fez o upload dos dados de centenas de pessoas. Parece que vale tudo. Spam, constrangimento, irritação. O mais irônico é que muitos dos usuários que se deixam fazer de bobos pelos Plaxos da vida têm um ódio orgulhoso pela Microsoft e pelo Yahoo (e adoram Google e seus produtos). Vai entender.
Voltei a dedicar tempo ao blog, depois de um período necessário de isolamento em relação à Internet. Não estou voltando ao convívio social online, que acho hoje em dia uma franca perda de tempo, mas estou voltando a usar a Internet como eu fazia em 1995, 1996: para pesquisas e navegação em sites. Dizer "nunca" é uma das "sinceridades" entre aspas de que falo aí embaixo, mas não me vejo voltando a me preocupar com sites sociais, listas de discussão, fóruns, chats, etc etc. Perda de tempo, energia e saco, que podem ser melhor dispendidos com amigos reais, fora da Internet (que virou o Big Brother social chatíssimo e vazio que ela ameaçava virar desde o fim da década de 90).
Acho a conjunção social da web bem tosca, mas ainda acredito em sites e textos (mesmo que, sem a "necessária" e "sincera" retro-puxação de saco inter-sites, menos gente acabe lendo os textos). Como reunião tribal a web não funciona - ao menos não pra mim; ainda prefiro a boa e velha saída para dançar ou a passada na casa dos amigos. Mas como imensa biblioteca-repositório de tralhas e criações bizarras ainda funciona plenamente.
A sinceridade é um conceito bastante mal entendido e mal utilizado nos dias atuais, pós-Big Brother e pós-tribalização mundial. "Ser sincero" não é o bombril moral e emocional, a arma multi-funções que várias e várias pessoas parecem achar que é. E, mais espantosamente, parecem se esquecer que "ser sincero" não é uma virtude por si só. Dizer para uma criança de dez anos que ela tem câncer e apenas mais dois anos de vida é ser sincero? E a forma como isso é dito? Implica no aumento ou não da "sinceridade"?
Claro, usei o exemplo mais extremo, apenas porque exemplos extremos são os melhores para ilustrar todos os aspectos de uma situação (ainda que estes aspectos estejam adulterados pela qualidade hardcore inerente a toda situação extrema). Mas acho que isso ilustra bem como "sinceridade" é relativa. Não é uma qualidade ou uma virtude pelo simples fato de existir, mas pode se tornar uma, dependendo de como ela é usada - e, mais importante, de quando ela não deve ser usada. Saber não ser sincero nos momentos em que isso é importante é uma arte. E, como tantas outras nestes tempos de decadência sem nenhum vestígio de elegância, uma arte perdida.
A sinceridade pode abrir os olhos de uma pessoa nos momentos certos; pode também cegar a mesma pessoa, que, afastada pelo brilho de uma verdade tão brutal, irá desviar os olhos; ou pode ainda simplesmente servir como assertiva de que, sim, a pessoa que supostamente está "sendo sincera" é mesmo uma "pessoa verdadeira", "sem máscaras". Nesse caso, a "sinceridade" só serve como auto-engrandecimento. É aquele velho "olha, desculpa, mas eu sou sincero" (ou ainda o similar "eu sou assim mesmo, grosso". Bom, não seja). Talvez seja um efeito de vivermos em uma época tão calcada pela mentira, pelos efeitos de luzes e pela leviandade, mas esquecemos que determinadas máscaras podem ser bem mais reais e verdadeiras que uma certa espécie de "sinceridade" auto-destrutiva. Se todo mundo falasse a verdade o tempo todo, já teríamos nos destruído mutuamente há séculos.
Não é uma questão de fazer um elogio à mentira, mas ao bom senso. Em várias ocasiões o bom senso - e não uma über-sinceridade - teria salvo tudo. O convívio social e a nossa capacidade de transitar em uma civilização - a própria civilização - foram construídos sobre uma argamassa de mentiras tácitas e mais ou menos aceitas. São mentiras? São. Mas também são verdades, no sentido de que sem elas já teríamos regredido ao estágio primal mais cro-magnon. Algumas mentiras são mais verdadeiras que algumas verdades. Algumas mentiras se tornaram verdades graças à necessidade social, enquanto algumas "verdades" "sinceras" apenas conseguem remeter a uma época ancestral pouco civilizada, sem guts e sem charme. "A verdade nunca é pura e raramente é simples", acertou Oscar Wilde, como sempre. Ou, como disseram os Titãs quando ainda tinham alguma relevância: "Só os chatos não disfarçam".
1) Adam Freeland
2) The Wiseguys
3) Dan Slott
4) Steve Aylett
5) Sair para dançar a noite inteira
6) StumbleUpon
7) Nolan Bushnell
8) Maxthon
9) Shadow of the Colossus
10) O Parque Lage
1) Autechre
2) The Libertines
3) Geoff Johns
4) Douglas Adams
5) Nerds
6) MSN Messenger
7) Steve Jobs
8) Mozilla Firefox
9) CounterStrike
10) Fotolog
Simplesmente GENIAL. Vão aqui agora mesmo e saibam a verdade sobre "DJs" idiotas como Tiesto, Ferry Corsten e Armin Van Buuren e porque o público playboy de trance está matando a cultura rave, transformando-a em um mero similar do rock farofa. Assino embaixo completamente do que dizem lá (e ainda é um quadrinho genialmente pop).
E, sim, ainda cita Bill Drummond, do KLF, e os geniais pranksters do Spiral Tribe, figuras que ao lado de nomes como Bobby Gillespie, Mark Moore, Happy Mondays, Tim Simenon, Carl Cox e tantos outros deram significância à cena rave entre 1988 e meados dos anos 90.
O cara ainda cita um comportamento pra lá de tosco que me incomodou muito assim que começou a rolar aqui no Brasil, no final dos anos 90/início dos anos 00: pessoas que ficam olhando o DJ, como se ele fosse uma banda de rock, ao invés de dançar (é uma festa, afinal, certo?). Tão olhando o quê?? O que tem de tão sensacional pra se ficar olhando em um DJ (se ele não é um turntablist como Q-Bert?). STOP THE SHEEP-WATCHING AND GO DANCE NOW! Não é um show, there's nothing to see there. Não tem porquê ficar de frente para o DJ parado: vão dançar, falar com alguém, circular. É uma festa, não um show! Não por acaso, esse comportamento "nossa, olha lá o DJ, vamos ficar olhando para ele e aplaudir" começou a rolar exatamente quando os playboys começaram a ir às raves (graças à ascensão do trance).
Chego a pensar se a transformação desses DJs manés de trance em mega-popstars não é uma tramóia das gravadoras para tornar a cena eletrônica menos faceless e mais vendável, com caras idolatradas (como as mesmas que arruinaram o rock, minando sua energia ao longo das décadas). Fuck the popstar. Afinal, every brother is a star, every sister is a star. Quem precisa de um ego sobre o palco? Em uma rave? Só pode ser uma armação: os DJs megastars de trance tiraram o conteúdo original das raves, mataram a festa e reinstituiram o culto à personalidade tão grato às gravadoras (afinal, produtos tem que ter rótulo e embalagem). Das festas "no logo" movidas a TAZ dos anos 80 e 90, as raves viraram um show de metal farofa. Valeu, Tiesto e manés congêneres ("maior DJ do mundo"? Tocando e produzindo o lixo que ele cria? Tá bom).
A todos os playboys equivocados que gostam de trance e vão a raves para ficar olhando para o DJ ao invés de dançar: eat shit and die!
